O dólar manteve o comportamento próximo da estabilidade ao longo desta segunda (20/04) encerrando o pregão em leve recuo, a R$ 4,9742, menor valor de fechamento em dois anos. O ambiente de volume de negócios mais fraco devido à emenda de feriado no Brasil contribuiu para o range reduzido das operações nesta segunda-feira.
No exterior, a retomada das tensões no Oriente Médio, com Trump reiterando o bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz à tarde, reforçou a cautela do mercado global. A dinâmica foi mais uma chancela para o avanço de mais de 5% no barril de petróleo, cotado a US$ 95, acompanhando a volta das restrições do Irã sobre Ormuz no final de semana. No entanto, a disparada nos preços favorece os termos de troca de países exportadores da commodity, como o Brasil.
Com mínima de R$ 4,9711 e máxima de R$ 4,9888, o dólar à vista terminou o dia em queda de 0,18%, a R$ 4,9742, menor valor de fechamento desde 25 de março de 2024, quando a divisa fechou cotada a R$ 4,9734. A moeda acumula desvalorização de 3,95% no mês e de 9,38% no ano em relação ao real. Às 17h22, o dólar futuro caia 0,11%, cotado a R$ 4,9845.
O boletim Focus divulgado hoje mais cedo indicou piora da desancoragem das expectativas de inflação. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,71% para 4,80%, acima do teto da meta de inflação. As expectativas para 2027 também avançaram, para 3,99%, enquanto as de 2028 e de 2029 permaneceram em 3,60% e 3,50%, pela ordem.






