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Imprensa internacional repercute operação contra o CV no Vidigal que deixou 200 turistas isolados

Caso foi destaque em veículos dos EUA e pela BBC, com foco no impacto sobre turistas e na violência urbana no Rio.

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Reprodução

A operação policial contra integrantes do Comando Vermelho no Vidigal, na Zona Sul do Rio, na manhã desta segunda-feira (20), repercutiu na imprensa internacional, com destaque para o impacto sobre turistas que ficaram isolados no alto do Morro Dois Irmãos durante o tiroteio.

Veículos estrangeiros destacaram principalmente o fato de cerca de 200 pessoas terem ficado temporariamente sem conseguir deixar o mirante, um dos pontos turísticos mais procurados da cidade para ver o nascer do sol.

A ação contra o CV foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil do Rio, e tinha como alvo chefes do Comando Vermelho que atuam no sul baiano. Durante a operação, criminosos reagiram com tiros e chegaram a interditar a Avenida Niemeyer com barricadas, afetando o acesso entre São Conrado e Leblon.

Os turistas só conseguiram descer após a situação ser controlada, em meio a um cenário de forte presença policial, com blindados e helicópteros.

O portal norte-americano Sociedad Media, com sede em Miami, deu um enfoque político à operação e associou o episódio no Rio a discussões em curso nos Estados Unidos sobre o combate ao crime organizado na América Latina.

A publicação destacou que o caso ocorre em meio a tratativas do governo do presidente Donald Trump para classificar facções brasileiras, como o Comando Vermelho e o PCC, como organizações terroristas estrangeiras.

Segundo o texto, o episódio no Vidigal reforçaria argumentos de autoridades americanas sobre o alcance e o impacto internacional dessas organizações criminosas.

O portal também menciona preocupações do governo brasileiro sobre possíveis desdobramentos dessa classificação, incluindo sanções e até ações mais duras por parte dos EUA.

Outro veículo dos Estados Unidos, o The Latin Times, abordou o caso sob a perspectiva do impacto da violência sobre o turismo na América Latina.

A publicação relacionou o episódio no Rio a um ataque ocorrido no mesmo dia no México, que deixou mortos em uma área turística, na cidade de Teotihuacan, um dos principais sítios arqueológicos e turísticos nos arredores da Cidade do México.

A publicação afirmou que os dois casos expõem o “frágil equilíbrio” entre a atratividade turística da região e os desafios de segurança.

No texto, o Vidigal é citado como exemplo de como destinos populares podem ser afetados pela proximidade com áreas dominadas pelo crime organizado, destacando que, apesar de não haver feridos entre os visitantes, a situação gerou apreensão e repercutiu nas redes sociais.

A BBC também noticiou o caso, destacando que cerca de 200 turistas ficaram presos no topo de um morro durante uma operação policial na favela do Vidigal.

A reportagem enfatizou o momento em que os visitantes foram orientados a se proteger enquanto tiros eram ouvidos ao redor e citou o relato de uma turista portuguesa que acompanhava o nascer do sol no local.

“Claro que foi assustador, mas acho que foi tudo muito bem controlado pelos guias”, relatou uma turista portuguesa em entrevista ao Bom Dia RJ.
O veículo britânico ressaltou que o acesso à trilha foi bloqueado durante o confronto e que os turistas só puderam deixar o local após a situação ser controlada pelas forças de segurança.