A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo o banco Master e a concessão de empréstimos a servidores estaduais. A iniciativa foi tomada após denúncias apresentadas pelo presidente da Comissão de Servidores da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Flávio Serafini (Psol).
Segundo o parlamentar, há indícios de que funcionários públicos foram levados a contratar crédito em condições desfavoráveis, com taxas de juros elevadas. A estimativa apresentada é de que mais de 100 mil servidores estejam com parte significativa de seus salários comprometida por dívidas vinculadas ao sistema Credcesta, operado pela instituição financeira.
𝐃𝐞𝐧𝐮́𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐞 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨
O levantamento vem sendo feito por Serafini desde o início de abril. Na segunda-feira (20), o deputado se reuniu com o defensor-geral do estado, Paulo Vinícius Cozzolino Abrahão, para apresentar as informações coletadas e discutir medidas sobre o caso.
“Estamos trabalhando para livrar os servidores do Rio de Janeiro dos juros abusivos do banco Master. Mais de 100 mil servidores estão com seus salários comprometidos por endividamentos com o Credcesta, que é sistema de empréstimo do Master”, afirmou.
De acordo com o deputado, há relatos de contratos com juros que ultrapassam 100% ao ano, além de suspeitas de práticas que teriam incentivado servidores a aderirem aos empréstimos.










