A Polícia Federal concluiu que Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, tirou a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional em Minas Gerais. Segundo o relatório, não há indícios de participação de terceiros nem de que ele tenha agido sob pressão.
O resultado da investigação será apresentado nesta quinta-feira (23/04) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso envolvendo o Banco Master. A partir disso, a tendência é que o material seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que avaliará um possível arquivamento.
Durante a apuração, a PF analisou imagens da cela, ouviu testemunhas e pessoas próximas, além de examinar conversas do investigado. Também foi considerada a hipótese de uso de substâncias psicotrópicas, mas nada foi comprovado.
Mesmo com o encerramento do inquérito, os bens de Mourão permanecem bloqueados, sob a suspeita de origem ilícita.
“Sicário” havia sido preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. De acordo com a PF, ele desempenhava papel central no grupo, atuando em monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados e ações de intimidação.






