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Ruas reage a decisão do STF com cautela e mantém expectativa por julgamento definitivo

Presidente da Alerj afirma respeitar entendimento de Zanin, enquanto aliados avaliam possibilidade de reviravolta no Supremo

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Foto: Joice Santos / Rádio Manchete

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), afirmou que acata a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantém o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, como governador interino. Ainda assim, o parlamentar destacou que aguarda com cautela o desfecho do julgamento definitivo da Corte sobre a sucessão no Executivo estadual.

Em nota, a assessoria de Ruas ressaltou que a decisão não envolve diretamente a Alerj e lembrou que o pedido mais recente apresentado pelo PSD não foi acolhido. O ministro também deixou claro que a eleição de Ruas para a presidência da Assembleia não altera, por ora, a situação jurídica, que será analisada pelo plenário do STF.

Nos bastidores, lideranças do PL avaliam que ainda há espaço para reversão do cenário. A expectativa gira em torno da análise de uma ação que trata da linha sucessória no governo estadual, ainda pendente de apreciação por outros ministros da Corte.

O argumento defendido por aliados do Legislativo é de que a chefia do Executivo por um membro do Judiciário deveria ocorrer apenas de forma excepcional. Com a eleição de Ruas para comandar a Alerj, esse entendimento, segundo o grupo, deixaria de se aplicar.

Apesar disso, a decisão individual de Zanin indica que qualquer mudança depende de deliberação do plenário do Supremo, o que mantém o cenário indefinido.

Diante da incerteza jurídica, integrantes do PL discutem alternativas políticas. Entre as hipóteses está a possibilidade de Ruas se afastar do cargo para disputar uma eventual eleição ao governo. Nesse cenário, o vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), assumiria interinamente o comando da Casa.

A disputa jurídica ocorre em meio à expectativa pela retomada do julgamento sobre o processo eleitoral no estado, o que pode impactar diretamente o cenário político fluminense nos próximos meses.