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EUA já gastam mais de R$ 100 bilhões em mísseis em dois meses de guerra contra o Irã

Levantamento aponta consumo acelerado de arsenal, reposição lenta e possível impacto em estoques militares estratégicos

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Foto: Reprodução/Raytheon Technologies

Os Estados Unidos já teriam gasto cerca de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 100 bilhões) em armamentos em menos de dois meses de conflito com o Irã, segundo estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). O valor considera apenas o uso de mísseis de ataque e defesa, sem incluir outros custos militares.

A guerra entre os dois países completa dois meses na próxima terça-feira (28/04), com períodos de cessar-fogo e novas ofensivas. Em 55 dias de conflito, parte significativa do arsenal americano já teria sido utilizada.

O levantamento do CSIS analisou sete tipos de armamentos essenciais usados na ofensiva, como os mísseis de cruzeiro Tomahawk e JASSM, além de sistemas de defesa antiaérea e antimísseis como Patriot, SM-3, SM-6 e THAAD.

De acordo com o estudo, em alguns desses modelos os Estados Unidos podem ter consumido mais da metade dos estoques disponíveis antes da guerra. Em sistemas como o THAAD e o Patriot, o uso estimado chega a mais de 50% do arsenal inicial.

O relatório também aponta que os níveis de estoque já eram considerados baixos antes do conflito, o que pode afetar a capacidade de resposta em cenários futuros, inclusive diante de potências militares como a China.

Estimativas de outras fontes, como o The New York Times, indicam que o custo total da operação pode ser ainda maior, chegando a US$ 28 bilhões (cerca de R$ 140 bilhões). O Departamento de Defesa dos EUA não divulga oficialmente os números de munições utilizadas.

Apesar do alto consumo, o CSIS avalia que os EUA ainda mantêm capacidade para sustentar a guerra, mas com risco de vulnerabilidade em caso de novos conflitos simultâneos. Parte dos armamentos também é fornecida a aliados, o que pode ampliar o impacto da redução dos estoques.

O estudo destaca ainda que a reposição do arsenal é lenta. Em alguns casos, a produção pode levar mais de quatro anos até a recomposição completa, devido à alta demanda da indústria de defesa e à complexidade dos sistemas.

Enquanto isso, o cenário militar no Irã também segue sob análise. Relatórios de inteligência citados por veículos internacionais indicam que, apesar de perdas, o país ainda mantém parte significativa de seu arsenal de mísseis e capacidade operacional, embora com sinais de desgaste.