O Governo do Estado e a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), realizou neste sábado (25/04) um mutirão voltado à saúde do fígado no Rio Imagem Centro. A iniciativa combinou atendimento diagnóstico com ações educativas para conscientizar a população sobre doenças hepáticas.
Em parceria com o Grupo de Fígado RJ, foram realizados 183 exames de elastografia hepática, método que avalia a rigidez do órgão e o grau de comprometimento por doenças já existentes. O objetivo foi reduzir a fila de espera pelo exame em todo o estado. Todos os atendimentos ocorreram mediante agendamento prévio pelo Complexo Estadual de Regulação (CER).
Segundo a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, a ação integra um conjunto de medidas para ampliar o cuidado com a saúde hepática. Além de facilitar o acesso ao exame, o mutirão ofereceu orientação médica e informações importantes para estimular hábitos mais saudáveis. A secretária também destacou a recente oferta da elastografia hepática no Iaserj Maracanã, unidade que acompanha pacientes com hepatites virais, como parte do fortalecimento da rede de prevenção e assistência.
A elastografia hepática utiliza ondas sonoras para medir a rigidez do fígado, identificar a presença de gordura e classificar o estágio de fibrose, que varia de F0 a F4. Durante o evento, também foram exibidos vídeos educativos e distribuídos materiais informativos sobre doenças como hepatites B e C, esteatose hepática (acúmulo de gordura) e doença hepática alcoólica, além de orientações sobre diagnóstico precoce.
A iniciativa faz parte das ações alusivas ao Dia Mundial do Fígado, celebrado em 19 de abril. Para o hepatologista Gustavo Pereira, presidente do Grupo de Fígado RJ, iniciativas como essa reforçam o papel das sociedades médicas na promoção da saúde pública, indo além do campo científico e contribuindo diretamente com a população e com a gestão de políticas de saúde.
O mutirão atendeu moradores de diversas regiões do estado. Um dos participantes, Fabiano Viana, de 31 anos, foi encaminhado após a detecção de gordura no fígado em exame de rotina e conseguiu descartar, em poucos minutos, a presença de fibrose por meio da elastografia.
Já Edna Conceição de Souza, de 68 anos, moradora de Saquarema, realizou o exame para avaliar a rigidez do fígado após histórico de hepatite B e início de cirrose. Ela destacou a importância do diagnóstico para orientar mudanças no estilo de vida e dar continuidade ao acompanhamento médico.






