As passagens aéreas domésticas voltaram a subir no Brasil e alcançaram, em março, o maior nível dos últimos tempos. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa média chegou a R$ 707,16, o que representa um aumento de 17,8% em comparação com o mesmo período de 2025.
Em relação a fevereiro deste ano, quando o valor médio era de R$ 617,78, a alta foi de 14,5%, evidenciando uma aceleração significativa em curto prazo. O avanço dos preços ocorre em meio a fatores externos que pressionam os custos das companhias aéreas.
Um dos principais impactos vem do cenário internacional, marcado por instabilidade no mercado de energia. A alta do petróleo afeta diretamente o querosene de aviação, principal insumo do setor, que sofre com oscilações e risco de desabastecimento.
Apesar do aumento, a Anac avalia que a variação ainda está dentro do padrão histórico da aviação. A agência também destaca que, desde 2023, há uma tendência de queda nas tarifas médias quando considerados valores ajustados pela inflação.
Outro indicador importante, o yield — que mede o preço por quilômetro voado — também subiu, chegando a R$ 0,5549 em março, com avanço de 19,4% na comparação anual.
Mesmo com parte das passagens ainda sendo vendida abaixo de R$ 500, o cenário preocupa o setor. Isso porque, no início de abril, houve um reajuste expressivo no preço do combustível, o que pode impactar ainda mais os valores.
Diante desse contexto, o governo federal adotou medidas para tentar conter os custos, como a redução de tributos sobre o querosene de aviação, buscando amenizar os efeitos para empresas e consumidores.






