As passagens aéreas voltaram a subir no Brasil e já operam acima dos R$ 700 em média. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil, o valor médio dos voos domésticos chegou a R$ 707,16 em março, uma alta de 17,8% na comparação com o mesmo período de 2025.
O avanço dos preços está diretamente ligado ao cenário internacional, especialmente às tensões no Oriente Médio, que impactaram o valor do petróleo e, consequentemente, o querosene de aviação (QAV), principal custo das companhias. O indicador de rentabilidade do setor, conhecido como yield, também registrou aumento expressivo de 19,4%, alcançando R$ 0,5549 por quilômetro.
Apesar de o preço médio do combustível ter recuado em março, a situação mudou rapidamente. Em abril, a Petrobras anunciou um reajuste de cerca de 55% no QAV, acompanhando a valorização internacional.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, o combustível já representa aproximadamente 45% dos custos operacionais das empresas, o que pode impactar a oferta de voos e dificultar a criação de novas rotas.
Mesmo com tarifas mais altas, a demanda segue aquecida. O país registrou 10,6 milhões de passageiros em março — o maior volume já observado para o mês. No acumulado do primeiro trimestre, foram 33,5 milhões de viajantes, com crescimento tanto no mercado doméstico quanto internacional.
Entre as companhias, a Azul Linhas Aéreas apresentou as tarifas médias mais elevadas, seguida pela LATAM Airlines e pela Gol Linhas Aéreas.
Diante do cenário, o governo federal adotou medidas para reduzir a carga tributária sobre o combustível, mas o setor ainda enfrenta instabilidade, e novas altas nos preços não estão descartadas.






