Um balanço preliminar da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos indica que a estatal registrou prejuízo de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — o dobro do resultado negativo observado no mesmo período do ano passado, quando as perdas somaram R$ 1,7 bilhão.
Os dados, ainda não oficiais, mostram que as receitas permaneceram praticamente estáveis, enquanto as despesas cresceram de forma significativa. Entre janeiro e março, a arrecadação ficou em torno de R$ 4 bilhões, levemente abaixo dos R$ 4,1 bilhões registrados em 2025. Já os gastos subiram de R$ 6,4 bilhões para R$ 7,4 bilhões.
O aumento das despesas foi puxado principalmente pelos custos financeiros e provisões, como perdas judiciais. As despesas financeiras tiveram alta expressiva, saltando mais de 300% no período, impulsionadas por juros e encargos de contratos e empréstimos.
Por outro lado, os gastos com pessoal se mantiveram relativamente estáveis. Ainda assim, o avanço das despesas totais impactou o resultado da empresa.
No campo das receitas, o principal recuo veio das encomendas internacionais, que tiveram queda acentuada. Esse movimento segue a tendência observada desde mudanças na tributação de compras no exterior, que reduziram o volume desse tipo de serviço.
Apesar disso, algumas áreas apresentaram crescimento, como o setor de logística e serviços de conveniência, que registraram aumento relevante na receita.
O resultado preliminar reforça o cenário desafiador enfrentado pela estatal, que já havia encerrado 2025 com prejuízo acumulado de R$ 8,5 bilhões e uma sequência de resultados negativos. Ainda não há previsão para a divulgação oficial dos números de 2026.






