Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Brasileiros gastam R$ 30 bilhões por mês com apostas online
Brasil
Brasileiros gastam R$ 30 bilhões por mês com apostas online
Flamengo tem três desfalques para confronto na Argentina
Esportes
Flamengo tem três desfalques para confronto na Argentina
Botafogo vence, e Barboza fala sobre saída para o Palmeiras
Botafogo
Botafogo vence, e Barboza fala sobre saída para o Palmeiras
SEOP autoriza barraqueiros legalizados nas areias das praias da Zona Sul no fim de semana do ferido
Rio de Janeiro
SEOP autoriza barraqueiros legalizados nas areias das praias da Zona Sul no fim de semana do ferido
Nova Iguaçu inaugura Museu de Arqueologia e Etnologia no Dia da Baixada
Nova Iguaçu
Nova Iguaçu inaugura Museu de Arqueologia e Etnologia no Dia da Baixada
Seop cancela punição a bar na Lapa que vetou entrada de cidadãos de Israel e EUA
Rio de Janeiro
Seop cancela punição a bar na Lapa que vetou entrada de cidadãos de Israel e EUA
Polícia mira Oruam, mãe e irmão em operação contra o CV no Rio
Rio de Janeiro
Polícia mira Oruam, mãe e irmão em operação contra o CV no Rio

PL da dosimetria avança e pode reduzir penas de condenados do 8 de janeiro

O requerimento de urgência foi aprovado com ampla maioria

Siga-nos no

reprodução

A Câmara dos Deputados acelerou a tramitação do projeto que trata da chamada dosimetria das penas, movimento que pode abrir caminho para a redução de punições aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O requerimento de urgência foi aprovado com ampla maioria, permitindo que o texto seja analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas.

A proposta foi apresentada com o objetivo de corrigir o que parlamentares classificam como uma “distorção técnica” entre o projeto da dosimetria e a legislação mais recente que endureceu regras penais.

O ponto central é evitar que eventuais mudanças nas penas de condenados por atos contra o Estado democrático acabem afetando normas mais rígidas aplicadas a crimes graves, como feminicídio e organização criminosa. “Uma coisa é debater o apenamento dos manifestantes do 8 de janeiro. Outra é mexer em regras para crimes graves”, afirmou o autor do projeto, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

O avanço da proposta ocorre às vésperas da análise, pelo Congresso, do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto original.

A expectativa é que os parlamentares votem o veto nos próximos dias. Para derrubá-lo, será necessário apoio de maioria absoluta tanto na Câmara quanto no Senado. Nos bastidores, a oposição avalia ter votos suficientes para reverter a decisão presidencial.

O projeto pode alterar critérios de progressão de regime e reduzir o tempo mínimo de cumprimento de pena em casos relacionados aos atos de 8 de janeiro. Entre os pontos previstos estão a redução do tempo necessário para mudança de regime e a possibilidade de não somar penas quando os crimes forem considerados parte de um mesmo contexto.

Para Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão, as mudanças poderiam diminuir significativamente o período em regime fechado, dependendo da interpretação das novas regras.

O tema tem gerado forte disputa entre governo e oposição. Aliados de Lula argumentam que a proposta pode abrir brechas para beneficiar condenados por crimes graves. Já defensores do projeto sustentam que a medida corrige inconsistências legais e evita efeitos colaterais indesejados na legislação penal. “Estamos tratando de ajustar a lei, não de flexibilizar punições para crimes graves”, argumentam parlamentares favoráveis.

Além do projeto, há outras possibilidades sendo avaliadas no Congresso, como a análise parcial do veto ou a interpretação de que parte dele perdeu validade após mudanças legislativas posteriores. Essas alternativas, no entanto, podem gerar questionamentos jurídicos e até disputas no Judiciário.