Lideranças de partidos que integram a coligação do deputado Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio ameaçam paralisar a pauta do Congresso Nacional. A medida seria uma forma de pressionar contra a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, no comando do Palácio Guanabara.
Os aliados defendem que a linha sucessória seja respeitada, o que garantiria a posse de Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Participam do movimento nomes como Sóstenes Cavalcante, Carlos Portinho, Doutor Luizinho, Tereza Cristina, Pedro Lucas Fernandes e Dorinha Seabra.
Portinho criticou a decisão do STF e afirmou que o caso representa uma afronta à Constituição. Segundo ele, a situação no Rio evidencia um cenário de “estado judiciário de exceção”.
Paes reage
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, reagiu com duras críticas a movimentação de partidos ligados à coligação do deputado Douglas Ruas no Congresso Nacional. Esses parlamentares ameaçam obstruir a pauta, caso a linha sucessória no governo estadual não seja respeitada. Eles querem que Ruas, presidente da Alerj, assuma o comando do Paládio Guanabara. Por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, o desembargador Ricardo Couto permanece como governador interino.
Em publicação nas redes sociais, Paes diz que os aliados de Ruas estão incomodados com as iniciativas de moralização tomadas por Couto, que já exonerou mais de 800 pessoas ligadas à gestão de Cláudio Castro e determinou a abertura de auditorias em contratos.










