Familiares, amigos e admiradores da vereadora Luciana Novaes poderão prestar as últimas homenagens na próxima segunda-feira (04/05), em cerimônia aberta ao público na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O velório está marcado para as 10h, no saguão do Palácio Pedro Ernesto.
A parlamentar morreu na última segunda-feira (27/04), aos 42 anos, após complicações de saúde que evoluíram para morte encefálica, confirmada por exames médicos.
Atendendo a um desejo manifestado em vida, a família informou que tenta viabilizar a doação de órgãos. Para isso, o corpo foi mantido sob ventilação mecânica, procedimento necessário até a captação, iniciada nesta quarta-feira (29/04).
Em nota, os familiares destacaram o gesto como um reflexo da trajetória da vereadora: “Até em sua despedida escolheu semear vida”.
Trajetória
A história de Luciana Novaes foi marcada pela superação. Em 2003, enquanto cursava enfermagem, ela foi atingida por uma bala perdida no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, ficando tetraplégica.
Após reabilitação, formou-se em Serviço Social e ingressou na vida pública. Eleita em 2016, tornou-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira no Legislativo carioca. Ao longo dos mandatos, apresentou cerca de 200 leis, com foco em acessibilidade, inclusão e direitos de pessoas com deficiência.
Na Câmara, também presidiu a Comissão da Pessoa com Deficiência e atuou em pautas como direitos dos idosos, combate à desigualdade e inclusão social.
Repercussão
A morte da vereadora gerou comoção entre autoridades e colegas. O prefeito Eduardo Cavaliere decretou luto oficial de três dias. Já o presidente da Câmara, Carlo Caiado, destacou o legado da parlamentar, lembrando sua trajetória como símbolo de perseverança e superação.










