A Polícia Federal contabilizou o dinheiro apreendido na terça-feira (28) na casa de auditores fiscais da Receita Federal alvos da Operação Mare Liberum, deflagrada nesta terça-feira (28). Os valores em espécie, divididos entre reais, dólares, euros e libras, totalizaram R$ 5.093,859 milhões.
Além do dinheiro, ainda foram apreendidos 54 telefones celulares, 17 veículos e 11 relógios de luxo.
Na casa de um despachante, foram achadas 54 garrafas de vinho avaliadas em R$ 700 cada.
Um analista da Receita foi preso em flagrante por posse ilegal de arma.
A Operação Mare Liberum investiga um esquema de propinas no Porto do Rio de Janeiro. Estima-se um prejuízo de meio bilhão de reais aos cofres públicos com a liberação irregular de contêineres.
A investigação da Polícia Federal identificou 17 mil declarações de importação “potencialmente contaminadas” por irregularidades, correspondendo a cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias no período de julho de 2021 a março de 2026.
O que foi apreendido
Dinheiro (Reais): R$ 1.517.750,00
Dinheiro (Dólar): US$ 467.753,00
Dinheiro (Euro): 50.265,00 EUR
Dinheiro (Libras): 140,00 GBP
Celulares: 54
Veículos: 17
Relógios de luxo: 11
Passaportes: 17
Armas: 1 revólver
Munições: 10 (calibre .38)
O dinheiro estava na casa de auditores em Copacabana, Lagoa, Barra da Tijuca e em Niterói, na Região Metropolitana.
A operação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público Federal teve início na manhã desta terça-feira (28) quando equipes saíram da Superintendência da PF, na Praça Mauá, e do prédio do Ministério da Fazenda, no Centro do Rio para cumprir 45 mandados de busca e apreensão contra importadores, despachantes e servidores públicos.
Policiais federais, equipes da Corregedoria da Receita e procuradores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foram para endereços na capital e nas cidades de Niterói, Nilópolis, Nova Friburgo e Vitória (ES). Entre os locais está a alfândega do Porto do Rio.
A Justiça ainda determinou o afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários, além do sequestro de até R$ 102 milhões em bens dos envolvidos. Nove despachantes foram proibidos de exercer atividades no Porto do Rio.










