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Nova Iguaçu inaugura o primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do estado no Dia da Baixada Fluminense

O museu abre com a exposição “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”

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Divulgação

Nova Iguaçu passou a abrigar o primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio de Janeiro. A inauguração foi realizada nesta quinta-feira (30), data em que é celebrado o Dia da Baixada Fluminense, e marca a abertura do quarto equipamento cultural deste tipo no país. O espaço está instalado no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, no bairro Barão de Guandu, em Tinguá — área considerada o berço da região.

O evento reuniu autoridades, moradores e visitantes, já que a região de Tinguá também é conhecida pelo seu potencial turístico. A inauguração do MAE-NI mostra que Nova Iguaçu entrou de vez no mapa da cultura brasileira, com um equipamento inédito no estado e entre os poucos do país.

“Ao inaugurar este museu, queremos que todos os moradores da Baixada Fluminense reconheçam suas raízes e saibam que aqui está o início da nossa história. Este não é apenas um equipamento de cultura, mas um ponto de pertencimento que representa o sentimento de resgate de uma história que é não somente dos iguaçuanos, mas dos moradores de todos os municípios vizinhos que surgiram de Nova Iguaçu”, comemorou o prefeito Dudu Reina. “Queremos que todos venham conhecer o museu e todo este sítio arqueológico para que entendam o valor desta terra”.

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O museu passa a integrar um grupo restrito de instituições no país, ao lado dos mantidos pela Universidade de São Paulo (USP), pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

“Estamos realizando um trabalho inédito no Brasil, a reconstrução de uma vila colonial. Tal feito foi atingido somente em cidades da Europa que foram destruídas durante a primeira e a segunda Guerra Mundial”, afirma o secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro. “Além da preservação cultural, a Vila reconstruída terá infraestrutura comercial, com restaurantes, cafés, galerias e lojas que trarão de volta vida a este lugar”.

A inauguração contou ainda com a presença do ministro substituto da Cultura, Márcio Tavares, da secretária estadual de Cultura, Danielle Barros, e de representantes de vários movimentos culturais do Rio e da Baixada Fluminense.

“A arqueologia é fundamental para compreender a formação do nosso território e preservar a memória coletiva. Projetos como este fortalecem a relação entre cultura, educação e comunidade”, afirmou o ministro.

Primeira exposição e funcionamento

A exposição inaugural, “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, apresenta um percurso que vai dos primeiros hominídeos à formação social do Brasil. A mostra inclui peças com mais de 800 mil anos e conta ainda com um espaço dedicado ao acervo do parque, que já possui um conjunto de mais de 200 mil fragmentos arqueológicos encontrados na região, parte deles inédita ao público.

Além da visitação, o espaço também funcionará como polo de pesquisa e educação. O museu conta com laboratório próprio, onde os materiais passam por processos de higienização, catalogação, identificação e georreferenciamento.

O MAE-NI estará aberto ao público a partir desta sexta-feira, com funcionamento às sextas, sábados e domingos, das 9h às 17h, com entrada gratuita.

História

Localizado na antiga Vila de Iguassú, fundada em 1833, o parque onde está instalado o museu foi um dos principais polos econômicos do ciclo do café no século XIX. A região funcionava como entreposto estratégico, conectando o interior ao litoral por meio da Estrada Real do Comércio, do Rio Iguaçu e da Baía de Guanabara.

Com a mudança dos eixos econômicos, a área perdeu protagonismo ao longo do tempo, mas manteve vestígios importantes, como ruínas, cemitérios e marcos históricos, que hoje ajudam a contar a formação social, econômica e cultural da Baixada Fluminense.

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