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MP denuncia Marcinho VP, Oruam e outras 10 pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Investigação aponta uso de empresas e da carreira musical do rapper para ocultar recursos ligados ao tráfico de drogas

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Foto: Mariana Pekin/UOL

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (1º/05), o traficante Marcinho VP, familiares e outros investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, 12 pessoas foram denunciadas.

Segundo a investigação, o grupo seria responsável por ocultar e movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro, utilizando empresas, imóveis, fazendas e atividades comerciais para disfarçar a origem ilícita do dinheiro.

Entre os denunciados estão a esposa de Marcinho VP, Marcia Gama Nepomuceno, e o filho do traficante, o rapper Oruam, identificado no processo como Mauro Nepomuceno.

A denúncia é resultado de uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizada na última quarta-feira (29), quando agentes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados.

De acordo com a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, mesmo preso há mais de 20 anos, Marcinho VP ainda manteria influência dentro da facção Comando Vermelho, participando da coordenação financeira e de estratégias da organização criminosa.

As investigações apontam que a administração financeira do esquema seria comandada por Marcia Gama Nepomuceno, responsável por receber dinheiro em espécie de integrantes da facção e direcionar os recursos para aquisição de bens e empresas.

Segundo o Ministério Público, Oruam teria sido beneficiado diretamente pelo esquema e utilizaria a carreira artística para dar aparência legal aos valores recebidos. O dinheiro, de acordo com os promotores, teria sido empregado em viagens, festas, despesas pessoais e investimentos.

Outros investigados são apontados como operadores do esquema de lavagem de dinheiro, atuando como intermediários, administradores de patrimônio e supostos “testas de ferro”.

A denúncia também cita integrantes ligados à atuação do tráfico em comunidades cariocas, responsáveis pelo envio de parte dos lucros obtidos com a venda de drogas ao núcleo familiar investigado pelo Ministério Público.