O Palácio Tiradentes, no Centro do Rio, está aberto ao público para uma exposição voltada à produção artística da Baixada Fluminense. A mostra, intitulada “Baixada Fluminense: A Arte no Palácio”, faz parte das comemorações pelos 100 anos do prédio histórico da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e segue em cartaz até o dia 27 de maio, com visitação gratuita.
Ao todo, 45 obras de 14 artistas estão expostas, com trabalhos de diferentes linguagens visuais. A iniciativa busca ampliar a visibilidade de artistas da região e aproximar o público do Centro da cidade da diversidade cultural presente em municípios como Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Nilópolis, Nova Iguaçu e São João de Meriti.
Programação e visitação
A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. A escolha da data de abertura também teve caráter simbólico, por anteceder o Dia da Baixada Fluminense, celebrado em 30 de abril. A data faz referência à primeira ferrovia do Brasil, inaugurada em 1854, que contribuiu para o desenvolvimento da região.
A diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, destacou a importância de abrir espaço para novos nomes. “É importante receber esses artistas independentes, muitos expondo pela primeira vez. É uma diversidade de obras, com representatividade da Baixada Fluminense no corredor cultural do Centro do Rio, celebrando a abertura das comemorações do centenário do Palácio Tiradentes”, afirmou.
Valorização cultural
A mostra integra a campanha “Baixada no Centro”, idealizada pelo produtor cultural Diego Lacerda. Segundo ele, a iniciativa surgiu após um levantamento sobre a presença de artistas da região em espaços culturais da capital.
“No ano passado, fiz um trabalho de levantamento de informações em mais de 50 equipamentos culturais do Rio. E vi que não havia trabalho de artistas da Baixada. Tinha obras de Manaus, México, China e outros lugares. Grande parte da população que trabalha no Centro da cidade é oriunda da Baixada e, no entanto, esses artistas ainda são pouco representados nesse corredor cultural”, disse.










