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Corpo de Bombeiros alerta para aumento do risco de fogo em vegetação na época da estiagem

Mais de duas mil ocorrências já foram registradas em 2026

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divulgação

Com o início do período de estiagem, em que se observa uma diminuição acentuada no volume de chuvas, o número de ocorrências de incêndios em vegetação tende a crescer, acendendo o alerta das autoridades do Estado do Rio. Dados do Corpo de Bombeiros mostram que, mesmo antes do período mais crítico do ano, 2026 já registra 2.191 casos entre 1º de janeiro e 27 de abril.

O histórico recente reforça a preocupação. Em 2023, foram contabilizadas 11.037 ocorrências ao longo de todo o ano. Já em 2024, o número saltou para 17.633 registros no mesmo período, indicando um aumento significativo. Em 2025, somente entre 1º de maio e 31 de outubro, foram registrados 7.624 casos, evidenciando a sazonalidade desse tipo de incidente.

A tendência é de crescimento a partir de agora, já que os meses de maio a outubro são caracterizados por baixa umidade do ar, ausência de chuvas e maior facilidade de propagação do fogo em áreas de vegetação. Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros reforça a conscientização da sociedade. Segundo o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, coronel Tarciso Salles, a colaboração de todos é fundamental para evitar ocorrências.

” O período de estiagem exige atenção redobrada. Além das condições climáticas que favorecem a propagação do fogo, muitos incêndios começam por ações evitáveis. Por isso, orientamos que a população não realize queimadas para limpeza de terrenos, evite soltar balões, não utilize fogo em áreas de mata e mantenha terrenos limpos, sem acúmulo de lixo ou material seco. Em caso de qualquer sinal de incêndio, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente pelo 193. A prevenção e a rapidez na comunicação fazem toda a diferença”, explicou.

Soltar balões está entre as principais causas de incêndio

A orientação é clara: atitudes simples podem evitar tragédias ambientais e riscos à vida. Com a aproximação dos meses mais secos, a vigilância e o compromisso coletivo se tornam ainda mais essenciais. Além das orientações de prevenção, a corporação alerta para uma prática que ainda persiste e representa grande risco: soltar balões.

A atividade, além de perigosa, é considerada crime ambiental no Brasil, conforme a Lei de Crimes Ambientais, podendo causar incêndios de grandes proporções em áreas de vegetação, residências e instalações industriais. A pena inclui detenção e multa. As autoridades reforçam que, ao avistar balões ou identificar responsáveis pela soltura, a população deve acionar os órgãos competentes.

No último dia 26 de abril, o 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente do Corpo de Bombeiros, brigadistas do ICMBio e voluntários combateram um incêndio em área de difícil acesso na Floresta da Tijuca, causado pela queda de um balão. O trabalho na região do Morro do Anhanguera durou mais de 24 horas. Algumas trilhas, por questão de segurança, precisaram ser interditadas.