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PF amplia investigação sobre BRB e Banco Master e cita 12 nomes

A auditoria identificou suspeitas em operações de aumento de capital realizadas entre 2024 e 2025

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Reprodução

A Polícia Federal ampliou as investigações sobre uma suposta gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB) e passou a incluir 12 pessoas no inquérito. Os investigados teriam ligação com operações realizadas entre o BRB e o Banco Master.

Entre os citados estão funcionários e ex-integrantes da diretoria do banco público, que participaram do grupo responsável por avaliar a tentativa de aquisição do Banco Master e também por operações de compra de carteiras de crédito da instituição comandada por Daniel Vorcaro.

Os nomes foram identificados em auditoria conduzida pelo escritório Machado Meyer em parceria com a consultoria Kroll. O relatório final foi entregue pela atual direção do BRB à Polícia Federal em abril.

A primeira fase da auditoria, concluída em janeiro, deu origem ao inquérito que resultou na prisão do ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, no mês passado.

De acordo com as investigações, ele é suspeito de ter recebido propina em forma de imóveis de luxo, avaliados em cerca de R$ 146 milhões, em troca de facilitar negócios com o Banco Master. A PF também apura se membros da diretoria teriam emitido pareceres favoráveis às operações mediante vantagens indevidas.

Em nota, o BRB informou que pode abrir processos administrativos disciplinares para apurar eventuais irregularidades funcionais de empregados e ex-dirigentes. O banco afirmou ainda que adotará medidas para esclarecer os fatos e não descarta ações de reparação civil em caso de prejuízos à instituição.

A auditoria identificou suspeitas em operações de aumento de capital realizadas entre 2024 e 2025, que teriam sido estruturadas para viabilizar a compra de carteiras de crédito do Banco Master classificadas como ativos problemáticos.

O relatório também aponta o uso de fundos de investimento, empresas e intermediários para dificultar o rastreamento das transações por órgãos reguladores. Segundo os auditores, houve aquisições sucessivas de carteiras sem análise adequada de risco, além de inconsistências de lastro e altos índices de inadimplência.

As operações teriam gerado impacto significativo nas contas do BRB, que hoje enfrenta problemas de liquidez e descumprimento de regras prudenciais do sistema financeiro. A atual gestão busca uma solução para capitalizar o banco em R$ 8,8 bilhões até o fim deste mês.

De acordo com a investigação, a compra de carteiras do Banco Master pelo BRB chegou a R$ 12,2 bilhões. Parte desses ativos teria sido posteriormente substituída por outros créditos do próprio Master, em operações também sem avaliação adequada, o que resultaria em um prejuízo estimado em R$ 6 bilhões.

Até o momento, não houve manifestação dos investigados.