O levantamento Rendimento de Todas as Fontes, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (8), mostra que a desigualdade de renda no Brasil voltou a subir em 2025, depois de recuo de 2024.
Segundo o Pnad Contínua, a diferença entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres chegou a 13,8 vezes, acima das 13,2 vezes registradas em 2024.
Apesar da distância entre ricos e pobres, a desigualdade segue abaixo dos níveis verificados antes da pandemia de covid-19. O resultado mostra uma reversão parcial da melhora distributiva observada nos últimos anos.
Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita dos 40% da população com menores rendimentos atingiu R$ 663 em 2025 – maior valor da série histórica da Pnad Contínua. O resultado representa alta de 4,7% comparativamente a 2024 e avanço de 37,6% na comparação com 2019.
Apesar do crescimento acumulado no período, o ritmo de expansão apresentou uma desaceleração no ano passado; depois de altas de 12,9% em 2023 e de 9,5% em 2024, com o aumento ficando abaixo da média nacional do rendimento domiciliar per capita, que avançou 6,9%.
O IBGE destaca que o aumento da desigualdade é verificada em um contexto de aumento da renda média nacional, que chegou a R$ 3.367 em 2025. O rendimento cresceu 5,4% em relação a 2024, já descontada a inflação.










