Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Benedita lidera disputa pelo Senado, segundo Datafolha
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado, segundo Datafolha
Rio volta ao Estágio 1 após redução dos ventos
Rio de Janeiro
Rio volta ao Estágio 1 após redução dos ventos
Datafolha mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno
Destaque
Datafolha mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno
Datafolha aponta Paes na liderança na corrida pelo governo do Rio
Estado
Datafolha aponta Paes na liderança na corrida pelo governo do Rio
Moraes autoriza Bolsonaro a voltar a receber visitas em prisão domiciliar
Brasil
Moraes autoriza Bolsonaro a voltar a receber visitas em prisão domiciliar
RJ reduz parcelas de dívida com BNDES e anuncia novos investimentos
Estado
RJ reduz parcelas de dívida com BNDES e anuncia novos investimentos
Douglas Ruas fará lançamento da candidatura ao Governo do Rio no Maracanãzinho
Política
Douglas Ruas fará lançamento da candidatura ao Governo do Rio no Maracanãzinho
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Medo da violência altera a rotina de 57% dos brasileiros

A rotina afeta mais mulheres e população de baixa renda, diz pesquisa

Siga-nos no

reprodução

O medo da violência alterou a rotina de 57% dos brasileiros nos últimos 12 meses, segundo o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado neste domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha. O levantamento mostra ainda que a sensação de insegurança atinge a maior parte da população: 96,2% dos entrevistados afirmam ter medo de ao menos uma situação de violência.

A adaptação rotineira tornou-se a principal resposta social à violência. Entre as mudanças mais drásticas, 36,5% dos brasileiros mudaram seus trajetos habituais e 35,6% deixaram de sair à noite.

O celular, transformado em um “patrimônio-instrumento” que concentra a vida financeira e social, sintetiza essa crise: 33,5% da população já deixa de sair com o aparelho por medo de assaltos.

As principais mudanças de comportamento identificadas na pesquisa são:

Mudou um percurso rotineiro: 36,5%;
Deixou de sair à noite: 35,6%;
Deixou de sair com o celular por medo de assalto: 33,5%;
Retirou aliança ou outros acessórios pessoais: 26,8%;
Deixou de adquirir um bem por medo de roubo/furto: 22,5%;
Mudou algum outro comportamento: 19,4%.
Segundo o relatório, o país vive sob um cálculo permanente de autoproteção, mas esse custo social é distribuído de forma desigual: mulheres e cidadãos das classes D/E enfrentam um medo mais intenso e abrangente.

A experiência da insegurança é mais intensa entre as mulheres, que apresentam índices de medo superiores aos dos homens em todas as 13 situações investigadas. O relatório aponta que o medo feminino é “totalizante”, pois articula ameaças patrimoniais, físicas e sexuais.

Essa percepção reflete-se em restrições de mobilidade: 40,9% das mulheres deixaram de sair à noite (frente a 29,8% dos homens) e 37,8% evitam circular com o celular (contra 28,9% do público masculino).

De acordo com o relatório, o medo de agressão sexual, relatado por 82,6% das mulheres, funciona como uma “sombra” que amplia a percepção de vulnerabilidade em outras situações.

A desigualdade econômica não apenas aumenta a intensidade do medo, mas determina seu conteúdo, criando uma “mudança de gramática” da insegurança.

Enquanto as classes A e B concentram suas preocupações em crimes patrimoniais e digitais, as classes D e E enfrentam uma insegurança mais física e territorial.

A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios