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PT do Rio racha após intervenção da direção nacional na chapa de Benedita ao Senado

Decisão da Executiva Nacional tira do diretório fluminense o controle sobre suplências de Benedita da Silva

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reprodução

A decisão da direção nacional do PT de assumir o controle sobre a escolha dos suplentes da pré-candidatura de Benedita da Silva ao Senado rachou o partido no Rio de Janeiro. A medida foi interpretada pela cúpula fluminense como uma intervenção direta da direção nacional e gerou reação imediata da Executiva Estadual, que divulgou uma nota dura contra o comando petista nacional.

Na nota oficial, a Executiva Estadual demonstrou indignação e classificou a decisão como “autoritária” e acusou a direção nacional de atropelar o debate político construído no Rio de Janeiro.

“É uma decisão autoritária, tomada antes mesmo da realização do encontro estadual e sem respeitar o debate político que vinha sendo construído no Rio de Janeiro. A militância, os dirigentes e as instâncias estaduais do partido foram simplesmente atropelados”, afirma a nota.

A Executiva Nacional aprovou, por 19 votos favoráveis e três abstenções , uma resolução que transfere para o comando nacional a “competência exclusiva” para indicar, definir e homologar os nomes das primeira e segunda suplências da candidatura de Benedita no Rio.

Na resolução, o PT Nacional afirma que a medida busca “garantir a unidade partidária na construção de uma robusta chapa majoritária” no estado e reforça que as estratégias estaduais precisam seguir as orientações da direção nacional da legenda. O PT fluminense, no entanto, não concorda com a posição.

A nota dos petistas fluminenses afirma que a medida “racha o PT do Rio”, desmobiliza a militância e enfraquece a candidatura de Benedita ao Senado. A nota também diz que o partido no estado não aceitará decisões “de cima para baixo” sem diálogo com as instâncias locais.

NOTA DA EXECUTIVA DO PT/RJ

“Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro recebe com indignação a decisão da direção nacional de retirar do PT-RJ o direito de discutir e decidir sobre a composição da chapa ao Senado em 2026.

É uma decisão autoritária, tomada antes mesmo da realização do encontro estadual e sem respeitar o debate político que vinha sendo construído no Rio de Janeiro. A militância, os dirigentes e as instâncias estaduais do partido foram simplesmente atropelados.

O PT do Rio de Janeiro tem história, tem militância, tem acúmulo político e sabe construir unidade. Não aceitaremos que o estado seja tratado como alguém que apenas baixa a cabeça para decisões tomadas de cima para baixo, sem diálogo e sem participação.

Essa decisão não ajuda a unir o partido. Pelo contrário. Cria revolta, desmobiliza a militância e desrespeita quem está todos os dias defendendo o PT nas ruas, nos movimentos sociais e enfrentando a extrema direita no estado mais difícil do país.

Quem acredita na unidade partidária precisa entender que unidade não se impõe. Unidade se constrói com respeito político, debate democrático e participação das instâncias estaduais.

A decisão nacional racha o PT do Rio; dificulta imensamente a já difícil eleição de Bendita ao Senado; transforma o PT em uma capitania hereditária; e joga a perspectiva de escândalos evitáveis no colo da campanha do presidente Lula e do governador Eduardo Paes. Erros políticos cobram altos custos.

O PT-RJ seguirá firme na defesa da democracia interna, da sua autonomia política e do direito da militância fluminense de participar das decisões sobre os rumos do partido no nosso estado.”

Diretório Estadual do PTRJ