A Comissão de Transportes vai notificar a prefeitura após a decisão de não aceitar mais pagamento em dinheiro nas passagens dos ônibus municipais. A medida foi tomada diante do aumento de reclamações e de informações recebidas pelo colegiado por meio do Sindicato dos Rodoviários.
Segundo os dados repassados, desde a implantação da bilhetagem eletrônica, cerca de 12 mil cobradores teriam perdido o emprego.
O presidente da comissão, deputado Dionísio Lins (Progressistas), afirmou que, após o anúncio da prefeitura de que a partir de 30 de maio os ônibus não aceitarão mais dinheiro em espécie, cresceu o número de queixas encaminhadas à Assembleia Legislativa.
Diante disso, ele decidiu notificar o Executivo municipal, alegando que a legislação de defesa do consumidor e a Lei de Contravenções não permitiriam a recusa de dinheiro como forma de pagamento. Para ele, seria necessário manter alternativas físicas, como pontos de venda de passagens, mesmo que fora dos veículos.
O deputado questiona ainda a segurança do sistema eletrônico e levanta dúvidas sobre situações de falha nos validadores, como a interrupção da viagem em caso de defeito. Ele afirma não ser contrário à modernização, mas defende que parte da população ainda depende do pagamento em espécie e pode ser prejudicada.
Dionísio também comparou a medida a uma espécie de “venda casada”, argumentando que o passageiro ficaria obrigado a adquirir um cartão para poder utilizar o transporte.
Por fim, ele destacou que, segundo o Sindicato dos Rodoviários, aproximadamente 12 mil cobradores foram demitidos após a adoção do sistema eletrônico. As denúncias e reclamações podem ser encaminhadas à comissão por e-mail ou pelo telefone do Alô Alerj.










