A Polícia Civil prendeu seis homens suspeitos de integrar o núcleo financeiro de uma das maiores quadrilhas de roubos a residências do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, o grupo atua nas zonas Sul, Sudoeste e Norte da capital. As prisões foram realizadas por agentes da 15ª DP (Gávea), com apoio do BOPE.
As investigações começaram após um assalto a uma residência no Jardim Botânico, na Zona Sul, registrado na manhã da última terça-feira (13). De acordo com o relato das vítimas, cerca de seis criminosos armados, usando roupas táticas pretas e balaclavas, invadiram o imóvel, renderam moradores e funcionários e reviraram a casa em busca de dinheiro, joias e objetos de valor.
Ainda segundo as vítimas, foram levados cerca de 10 mil dólares, R$ 40 mil em espécie, joias e relógios avaliados em aproximadamente R$ 200 mil, além de transferências bancárias que somaram cerca de R$ 19 mil.
A corporação informou que passou a investigar os destinatários das transferências feitas durante o crime. A partir do cruzamento de dados financeiros e informações de georreferenciamento, os agentes conseguiram localizar o primeiro suspeito nas proximidades da comunidade do Jacaré.
Com o avanço das diligências, outros cinco integrantes do grupo foram identificados e presos em diferentes regiões da cidade. As capturas ocorreram nas comunidades do Rato Molhado, Jacaré e Tavares Bastos.
Segundo a delegada Daniela Terra, os presos faziam parte do braço financeiro da organização criminosa, responsável por receber os valores roubados e distribuí-los entre outras contas. Ela destacou ainda que as vítimas eram mantidas sob ameaça e restrição de liberdade por horas, enquanto transferências bancárias eram realizadas durante a ação.
Durante a fuga, os criminosos também roubaram o carro das vítimas e levaram um funcionário como refém. Ele foi liberado nas proximidades do Rio Comprido, e o veículo acabou recuperado posteriormente.
Os suspeitos vão responder por roubo qualificado com restrição de liberdade das vítimas e associação criminosa. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no grupo.










