A Ypê passou a entrar em contato com consumidores que pediram reembolso por produtos atingidos pela suspensão determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi mantida nesta sexta-feira (15) após decisão unânime do órgão regulador.
Para pedir o ressarcimento, é necessário preencher um formulário disponível no site da fabricante, informando dados pessoais como nome, CPF, telefone, e-mail, endereço e chave Pix, além das informações referentes ao produto. Apesar de o envio de imagens da nota fiscal e do lote ser opcional, a empresa informou que esses documentos poderiam agilizar a avaliação da solicitação.
No domingo (10), três dias após o envio do pedido, a Ypê respondeu por e-mail confirmando o recebimento da solicitação e informando que a análise estava em andamento. Já na quarta-feira (13), a companhia encaminhou uma nova mensagem pedindo a confirmação da chave Pix e também do item que deverá ser reembolsado.
O número do lote costuma aparecer identificado pela letra “L” seguida de seis dígitos. Geralmente, essa informação fica na parte superior da embalagem ou abaixo do rótulo. A decisão da Anvisa abrange os produtos cujos lotes terminam com o número 1. Próximo dessa identificação também costumam estar impressas as datas de fabricação e validade.
Segundo a Anvisa, a determinação ocorreu após uma análise técnica de risco sanitário realizada em conjunto com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). A medida foi tomada depois de uma inspeção feita na última semana com participação do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e da Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).
Durante a fiscalização, a agência identificou falhas importantes em etapas consideradas críticas da produção, incluindo problemas nos sistemas de controle de qualidade, garantia da qualidade e processos produtivos. Em nota, a Anvisa afirmou que essas irregularidades comprometem o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF) para saneantes.
Ainda de acordo com o órgão, as falhas apontam risco à segurança sanitária dos produtos, incluindo a possibilidade de contaminação microbiológica, caracterizada pela presença de micro-organismos patogênicos.
Os produtos citados foram fabricados pela empresa Química Amparo, na unidade localizada em Amparo, no interior de São Paulo.










