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OMS estima 22,1 milhões de mortes durante a pandemia de Covid-19

O número é mais de três vezes superior aos aproximadamente 7 milhões de óbitos oficialmente registrados no período

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Um relatório mais recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde estima que a pandemia de Covid-19 esteve associada a cerca de 22,1 milhões de mortes entre 2020 e 2023. O número é mais de três vezes superior aos aproximadamente 7 milhões de óbitos oficialmente registrados no período. Segundo o estudo, os dados ajudam a dimensionar a gravidade da crise sanitária global, considerada uma das mais severas da história recente.

De acordo com o documento, para cada morte diretamente atribuída à Covid-19 registrada oficialmente, outras duas ocorreram em excesso durante a pandemia. Esse cenário, segundo os pesquisadores, evidencia tanto a subnotificação de óbitos causados pelo vírus quanto os impactos indiretos da crise, como a interrupção de atendimentos médicos, dificuldades econômicas e efeitos sociais mais amplos.

A chamada “mortalidade em excesso” é calculada a partir da diferença entre o número de mortes registradas em determinado período e o total que seria esperado caso a pandemia não tivesse ocorrido, com base em séries históricas anteriores. Esse indicador inclui tanto mortes diretamente relacionadas ao coronavírus que não foram registradas corretamente quanto aquelas decorrentes de efeitos colaterais da crise sobre os sistemas de saúde.

O relatório intitulado Estatísticas Mundiais de Saúde 2026 aponta que o pico de mortes em excesso ocorreu em 2021, quando houve cerca de 10,4 milhões de óbitos acima do esperado — um aumento de 17,9%. Segundo a OMS, esse salto foi impulsionado principalmente pelo surgimento de variantes mais agressivas do vírus, como a Delta, além da sobrecarga dos sistemas de saúde em diversos países. Em 2023, após a ampliação da vacinação global, esse número caiu para cerca de 3,3 milhões.

A organização também destaca que os dados oficiais de mortalidade por Covid-19 apresentam limitações em muitos países. Entre os principais problemas estão diferenças no acesso a testes, capacidade diagnóstica desigual e inconsistências na certificação das causas de morte, o que reforça a importância do uso de estimativas de excesso de mortalidade para uma análise mais precisa do impacto da pandemia.

O relatório explica ainda que a consolidação dos dados apenas em 2026 se deve a atrasos e lacunas na coleta de informações. Até o fim de 2025, apenas 18% dos países haviam enviado seus dados dentro do prazo de um ano, enquanto quase um terço nunca havia reportado informações à OMS.

Além disso, o levantamento mostra que apenas cerca de um terço das nações atende aos padrões de qualidade estabelecidos pela organização para registros de mortalidade. Aproximadamente metade dos países apresenta dados considerados de baixa qualidade, muito baixa qualidade ou inexistentes. Por esse motivo, a análise global exige maior tempo de processamento e o uso de métodos estatísticos para estimar informações ausentes.