O sistema de transporte público do Rio de Janeiro se prepara para uma transição histórica. A partir do próximo dia 30, o dinheiro físico deixará de ser aceito para o pagamento de passagens diretamente no interior dos ônibus municipais. Como passo inicial, a Prefeitura do Rio inicia, já neste domingo, uma fase de testes exclusiva na linha 634, que conecta a Ilha do Governador à Tijuca.
Segundo dados do município, cerca de 9,2% dos três milhões de passageiros diários ainda utilizam cédulas e moedas para viajar. O percentual representa um contingente de 275 mil pessoas. O número equivale quase à totalidade da população de Petrópolis, na Região Serrana, que conta com 278.881 moradores segundo o último Censo do IBGE.
Transição e Autoatendimento
Para atender a essa parcela de usuários que ainda não possui o cartão Jaé, o município disponibilizou totens de autoatendimento. Máquinas espalhadas por todas as estações do BRT e do VLT, além de dez paradas estratégicas do Metrô Rio, vendem o cartão avulso de cor verde.
Quem preferir o modelo nominal e vinculado ao CPF — o cartão preto — deve comparecer a um dos postos físicos de atendimento. A prefeitura disponibiliza cinco unidades na Zona Oeste, cinco divididas entre o Centro e a Zona Norte, e uma na Zona Sul, localizada no bairro de Copacabana.
Cadastro Digital e QR Code
A administração municipal foca no cadastro digital como principal alternativa para acelerar a adesão. Através do aplicativo oficial do sistema, o passageiro preenche os dados e valida a conta instantaneamente. A recarga pode ser feita via Pix ou cartão de crédito. No momento do embarque, o usuário gera um QR Code na tela do celular e o apresenta ao validador do veículo. O cartão físico preto também pode ser solicitado diretamente pela plataforma digital.
O prefeito Eduardo Cavaliere esclareceu a dinâmica da mudança e ressaltou que a moeda nacional não perdeu a validade no sistema, mas sim a forma de recebimento a bordo.
— Não estamos acabando com a possibilidade de pagar com dinheiro no sistema de ônibus. Estamos acabando com o pagamento em espécie diretamente ao motorista. As pessoas vão poder continuar usando dinheiro nas máquinas de autoatendimento — pontuou o prefeito. — Estamos implementando nos ônibus regulares a mesma experiência dos serviços de BRT e VLT, onde só é possível acessar com o cartão. Os usuários terão que se programar para usar o sistema, comprar com antecedência e usar o aplicativo.










