A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte da nutricionista Ketrin Córdova Brum, de 38 anos, ocorrida na madrugada do último sábado (16) em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como suicídio, a família contesta a versão e acusa o marido da vítima de feminicídio. Dias antes de morrer, Ketrin havia denunciado o companheiro por agressão física.
De acordo com a Polícia Militar, a nutricionista foi encontrada sem vida sobre a cama, com um fio enrolado no pescoço. No local, o marido afirmou aos agentes que a esposa teria tirado a própria vida.
No entanto, a versão do companheiro é confrontada pelo histórico recente de violência doméstica. Horas antes do óbito, Ketrin esteve em uma delegacia para formalizar um registro de ocorrência contra ele. Diante dos indícios e do clamor dos familiares, a Polícia Civil acionou a especializada para assumir as investigações. Os agentes agora aguardam o laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML), que vai determinar a real causa da morte.
Além de atuar como nutricionista especialista em alergia alimentar, Ketrin era reconhecida na Zona Oeste por seu trabalho como doula e consultora de amamentação, auxiliando dezenas de gestantes e puérperas.
O sepultamento da profissional está marcado para o fim da manhã desta terça-feira no Cemitério de Campo Grande, onde parentes e amigos realizam um protesto silencioso por justiça.










