Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22) pelo instituto Apex/Futura apontou mudança no cenário eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento mostra que o parlamentar perdeu força nas intenções de voto após a repercussão das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master.
Os dados indicam que Flávio Bolsonaro registrou queda de 4,7 pontos percentuais em uma simulação de segundo turno em relação ao levantamento anterior, divulgado no início de maio. A nova rodada da pesquisa ouviu 878 pessoas entre os dias 15 e 20 deste mês, período marcado pela divulgação do conteúdo das conversas entre o senador e o empresário. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Na pesquisa anterior, Flávio aparecia numericamente à frente de Lula em um cenário de empate técnico, com 46,9% contra 44,4% do presidente. Agora, o quadro se inverteu. Lula passou a liderar a disputa simulada com 47,7% das intenções de voto, enquanto o senador caiu para 42,2%, ficando atrás fora da margem de erro.
No primeiro turno, o levantamento também aponta avanço do presidente. Lula subiu de 38,3% para 42,7%, enquanto Flávio Bolsonaro apresentou leve oscilação negativa, passando de 36,1% para 35,6%. Apesar da estabilidade do senador, o crescimento do presidente ampliou a distância entre os dois cenários.
A pesquisa também avaliou o alcance do chamado caso Master entre os eleitores. Segundo o instituto, mais de 82% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do escândalo envolvendo o Banco Master, e cerca de 67% disseram saber das mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Mesmo com a ampla repercussão do caso, a maioria afirmou não acreditar que o episódio mudará diretamente sua escolha eleitoral neste momento. Apenas 13,5% disseram que a investigação pode influenciar seu voto.
Nos bastidores da política, aliados do campo conservador acompanham com preocupação os impactos da crise sobre o entorno da família Bolsonaro e sobre possíveis articulações para a eleição presidencial de 2026. Enquanto isso, integrantes do governo avaliam que o crescimento de Lula nas pesquisas reflete um cenário mais favorável ao Palácio do Planalto diante das divisões na oposição.










