A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu três homens suspeitos de envolvimento na explosão de uma bomba caseira dentro de uma escola pública em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O ataque deixou 10 estudantes feridos.
De acordo com as investigações, os presos seriam integrantes da facção criminosa Comando Vermelho e foram capturados durante uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, dentro da chamada Operação Contenção, que busca frear o avanço do grupo criminoso na região.
Entre os detidos está um homem identificado pela polícia como Cleyton, apontado como aliado próximo de José Severino da Silva Junior (Soró), considerado pelas autoridades uma das lideranças do tráfico local. A polícia ainda investiga qual teria sido a participação direta dos suspeitos na explosão.
O caso aconteceu no último dia 8, no Ciep Lasar Segall, quando um artefato explodiu dentro da unidade escolar e atingiu adolescentes entre 13 e 15 anos.
As vítimas sofreram ferimentos nas pernas, pés, abdômen e rosto. Alguns estudantes também relataram perda temporária de audição e dores intensas nos ouvidos após a detonação.
Segundo informações reunidas pela investigação, a bomba artesanal teria sido montada com um tubo de PVC preenchido com areia, pregos, porcas e parafusos. A prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta, afirmou que uma criança teria encontrado o objeto antes da explosão.
Após o incidente, equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais realizaram uma varredura completa na escola em busca de outros explosivos. Segundo a polícia, nenhum novo artefato foi encontrado.
As investigações também descartaram a participação de alunos na entrada da bomba na unidade escolar. Todos os adolescentes envolvidos foram ouvidos por equipes especializadas, e a Polícia Civil agora concentra esforços para identificar a origem do explosivo e esclarecer se os presos participaram da fabricação, transporte ou instalação do material dentro da escola.










