A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feitas durante um evento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio, no sábado (23/05). Em nota oficial, a Casa criticou a fala do presidente e pediu respeito às instituições democráticas do estado.
Durante o discurso, Lula afirmou que, caso a escolha de um governador para o Rio dependesse da Assembleia Legislativa, “viria um miliciano”. A declaração aconteceu ao lado do governador em exercício Ricardo Couto e provocou forte repercussão no meio político fluminense.
Na resposta oficial, a Alerj afirmou que respeita as instituições da República e espera o mesmo comportamento por parte das autoridades nacionais. O Legislativo estadual também considerou “inaceitável” qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar os parlamentares eleitos pela população do Rio de Janeiro.
A nota ainda destacou que o estado enfrenta problemas históricos na segurança pública e atribuiu parte da crise à falta de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas e ao crime organizado nas fronteiras do país.
Segundo a Assembleia, o atual cenário exige “união institucional, equilíbrio e responsabilidade”, e não declarações que possam aumentar a divisão política.
Presidente da Casa também se manifestou
E este embate ganhou novos capítulos neste domingo (24/05), após o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas, publicar um vídeo nas redes sociais criticando as declarações de Lula. O parlamentar afirmou que o Rio de Janeiro “merece respeito” e atacou as políticas de segurança adotadas durante governos do PT.
“Lula e seu amigo Eduardo Paes não têm moral para dar lição ao Rio sobre combate ao crime organizado”, declarou Ruas na gravação.
O presidente da Alerj também citou o caso da deputada estadual Lucinha (PSD), investigada por suspeita de ligação com a milícia da Zona Oeste. Segundo ele, a parlamentar pertence ao mesmo partido aliado do prefeito Eduardo Paes.
As declarações ampliaram a tensão política entre o governo federal e setores do Legislativo fluminense, reforçando o debate sobre segurança pública, milícias e a crise política no estado do Rio de Janeiro.
Confira o vídeo:










