O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nos Estados Unidos na manhã desta segunda-feira (25) com a expectativa de participar de uma reunião com o presidente Donald Trump.
Segundo aliados do parlamentar brasileiro, o convite teria partido da própria Casa Branca. O encontro estaria previsto para acontecer nesta terça-feira (26), em Washington. Até o momento, porém, a reunião ainda não aparece oficialmente confirmado na agenda pública do governo dos EUA, o que tem provocado apreensão entre integrantes da equipe do presidenciável brasileiro.
A preocupação aumentou após movimentações recentes de Trump relacionadas à política internacional. No último fim de semana, o presidente dos EUA cancelou a participação no casamento do próprio filho, na Flórida, para permanecer em Washington concentrado nas negociações envolvendo um possível acordo com o Irã.
O tema passou a ser tratado como prioridade absoluta pela Casa Branca nos últimos dias. No sábado (23), Trump afirmou que o entendimento com os iranianos estaria praticamente fechado e que detalhes do acordo poderiam ser anunciados em breve.
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a crise internacional pode acabar dominando completamente a agenda presidencial ao longo da semana e, consequentemente, provocar o adiamento ou até o cancelamento da reunião com o senador brasileiro.
A possível frustração do encontro preocupa diretamente integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro, que enxergam a agenda internacional como estratégica para reforçar a imagem do senador no cenário político.
A expectativa do entorno do parlamentar era utilizar uma eventual reunião com Trump como demonstração de prestígio internacional e proximidade com lideranças da extrema direita estadunidense.
Além disso, interlocutores do senador acreditam que a agenda nos Estados Unidos poderia ajudar a reduzir o impacto político provocado pelas recentes revelações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Nas últimas semanas, vieram à tona informações sobre contatos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, incluindo diálogos revelados em reportagens que mostrariam negociações relacionadas a repasses financeiros destinados a projetos ligados ao entorno da família Bolsonaro.
Caso o encontro com Trump não aconteça, aliados avaliam que a repercussão pode acabar produzindo efeito contrário ao esperado.
Nos bastidores, existe o temor de que a ausência da reunião seja interpretada politicamente como um sinal de esvaziamento internacional do senador.
Agenda em Washington
Além da tentativa de encontro com Donald Trump, Flávio Bolsonaro deve cumprir outros compromissos políticos nos Estados Unidos.
Segundo aliados, o senador terá reuniões com integrantes do alto escalão do Departamento de Estado dos EUA durante a passagem por Washington.
A viagem começou no domingo (24), quando o parlamentar embarcou para a capital estadunidense. A previsão é que ele permaneça nos Estados Unidos até quarta-feira (27).
O deslocamento ocorre em meio ao fortalecimento das articulações internacionais de setores ligados ao bolsonarismo, especialmente junto a figuras próximas ao Partido Republicano e ao entorno político de Trump.
A agenda também é vista por aliados como parte da estratégia de consolidação do nome de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial.
Apesar da expectativa criada em torno da possível reunião na Casa Branca, assessores reconhecem que o cenário internacional envolvendo o Irã pode alterar os planos nas próximas horas.










