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Jairinho recua após dispensar advogados e julgamento é retomado

Ex-vereador decidiu manter equipe de defesa após pausa na sessão; júri pode durar até dez dias

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Foto: Reprodução / CNN

O julgamento do caso Henry Borel foi retomado nesta segunda-feira (25/05) após o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior voltar atrás na decisão de dispensar sua equipe de defesa. A sessão havia sido interrompida depois que ele anunciou que seguiria sem parte dos advogados, alegando a ausência de um dos defensores principais, que sofreu um infarto no último sábado (23/05).

O impasse aconteceu no início da sessão do júri, realizada no II Tribunal do Júri da Capital. Após a destituição dos advogados, a juíza Elizabeth Machado Louro começou a ler a decisão sobre o caso, mas foi interrompida por Jairinho, que pediu tempo para conversar com a defesa. Depois da pausa, o ex-vereador informou que manteria toda a equipe jurídica no processo.

Segundo Jairinho, a decisão inicial ocorreu porque ele não queria ser julgado sem a presença do advogado Fabiano Lopes, apontado por ele como o único integrante da defesa com conhecimento aprofundado sobre três processos acessórios que correm sob segredo de Justiça. Três testemunhas ligadas a esses casos também estavam presentes no tribunal.

O ex-vereador afirmou ter reconsiderado após conversar com o filho, Luís Fernando Abidu, advogado recém-formado, que, segundo ele, teria condições de auxiliar a equipe nos desdobramentos relacionados aos outros processos.

Com a retomada da sessão, foi concluído o sorteio dos jurados. Cinco homens e duas mulheres serão responsáveis por decidir o futuro de Jairinho e de Monique Medeiros, mãe de Henry.

Após a formação do conselho de sentença, a juíza leu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e determinou que parte das testemunhas seja ouvida apenas na quarta-feira (27). Entre elas estão duas pessoas ligadas aos processos sigilosos e a babá Thayná Oliveira Ferreira.

Ainda nesta segunda-feira, devem prestar depoimento dois delegados, um médico legista e um perito. Ao todo, 27 testemunhas estão previstas no processo. A expectativa é de que o julgamento dure entre cinco e dez dias.

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021. Na ocasião, a criança estava no apartamento onde viviam a mãe e o padrasto, Jairinho, na Zona Oeste do Rio.