O Rio de Janeiro aparece como o estado brasileiro com a menor taxa proporcional de mortes no trânsito, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública. Os dados integram o Ranking de Competitividade dos Estados 2026, que será divulgado oficialmente em agosto.
De acordo com o estudo, o estado registra 7,42 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes — índice muito inferior à média nacional, estimada em 21,35 mortes por 100 mil habitantes.
O resultado coloca o Rio na primeira posição entre as unidades da federação com menor índice proporcional de fatalidades no trânsito. Na sequência aparecem São Paulo, com 11,24 mortes por 100 mil habitantes, e o Amapá, com taxa de 12,82.
O levantamento também analisou o cenário das capitais brasileiras. Nesse recorte, a cidade de São Paulo lidera com a menor taxa proporcional de mortalidade no trânsito, registrando 2,86 mortes por 100 mil habitantes.
Já a Rio de Janeiro ocupa a segunda colocação nacional entre as capitais, com índice de 4,10 mortes por 100 mil habitantes.
Especialistas apontam que a redução da letalidade no trânsito em grandes centros urbanos está relacionada a fatores como fiscalização, campanhas educativas, reorganização viária e investimentos em segurança para pedestres, motoristas, ciclistas e motociclistas.
Programas municipais e estaduais voltados à mobilidade urbana também ajudam a explicar os resultados, especialmente quando combinam engenharia de tráfego, monitoramento e ações permanentes de conscientização.
Para o diretor-presidente do Centro de Liderança Pública, Tadeu Barros, os números refletem políticas públicas integradas e esforços contínuos de educação no trânsito.
“A redução de mortes no trânsito depende de ações coordenadas entre governo e sociedade. Quando existe um conjunto eficiente de políticas públicas, é possível construir cidades mais seguras e humanas”, afirmou.
O Ranking de Competitividade dos Estados reúne indicadores econômicos, sociais e institucionais para medir o desempenho das unidades da federação em diferentes áreas, como segurança, infraestrutura, educação, sustentabilidade e mobilidade urbana.










