Um dos advogados de defesa de Jairinho no julgamento do caso Henry Borel deixou oficialmente a equipe nesta terça-feira (26/05). O criminalista Sérgio Figueiredo apresentou pedido de renúncia durante o andamento do júri popular realizado no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.
A decisão ocorreu após o advogado Fabiano Lopes sofrer um infarto. Mesmo diante da situação, a Justiça manteve o julgamento sem adiamento.
Ao anunciar a saída, Sérgio Figueiredo afirmou que a decisão foi motivada por solidariedade ao colega e pela preocupação com o direito à ampla defesa. Segundo ele, Fabiano Lopes concentrava informações importantes sobre parte dos processos relacionados ao caso.
Apesar da renúncia, o julgamento segue normalmente, já que Jairinho continua representado por outros advogados.
O júri foi retomado nesta terça com novos depoimentos de testemunhas, investigadores e peritos ligados à apuração da morte de Henry Borel, que tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou múltiplas lesões internas compatíveis com agressões físicas.
Durante o julgamento, o delegado Edson Henrique Damasceno afirmou que Jairinho e Monique Medeiros montaram uma “farsa ensaiada” para tentar enganar a polícia sobre as circunstâncias da morte da criança.
Segundo o delegado, a investigação começou como suspeita de acidente doméstico, mas laudos periciais apontaram incompatibilidades entre as lesões apresentadas e a versão de queda da cama relatada inicialmente pelo casal.
Além de Damasceno, também devem prestar depoimento a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito Luiz Carlos Leal Prestes.
Monique Medeiros responde por homicídio por omissão, enquanto Jairinho é acusado de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo. A expectativa é de que o julgamento se estenda ao longo da semana.










