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Defesa de Marcola nega ligação com Deolane e questiona nova prisão em operação do PCC

Advogado afirma que chefe da facção desconhece influenciadora e diz que cliente ficou “surpreso e indignado” com investigação

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Foto: Reprodução

A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital, afirmou nesta quarta-feira (27/05) que ele não conhece a influenciadora Deolane Bezerra e recebeu com “surpresa e indignação” a nova ordem de prisão preventiva expedida no âmbito da Operação Vernix.

Segundo o advogado Bruno Ferullo, Marcola negou qualquer participação no esquema investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da facção criminosa e uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista.

A investigação aponta que a empresa teria sido utilizada para movimentar recursos da organização criminosa e dificultar o rastreamento do dinheiro. De acordo com os investigadores, contas ligadas a Deolane Bezerra e ao empresário Everton de Souza teriam recebido parte dessas transferências.

Em nota, a defesa de Marcola afirmou que ele “desconhece os investigados Deolane e Everton” e destacou que o único vínculo mencionado na investigação seria o parentesco com familiares também alvos da operação.

O advogado também ressaltou que Marcola está preso desde 1999 e cumpre pena em penitenciária federal de segurança máxima desde 2019, em regime de incomunicabilidade.

A defesa ingressou no Tribunal de Justiça de São Paulo com pedido de habeas corpus em favor de Marcola e de familiares investigados na operação. Até o momento, o tribunal ainda não havia se manifestado.

A Operação Vernix foi deflagrada na última semana e também resultou na prisão de Deolane Bezerra, investigada por suposta participação em movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades. A influenciadora nega irregularidades e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o andamento das investigações.