Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quinta-feira (28) aponta mudança no cenário da disputa presidencial de 2026. Segundo levantamento do instituto Meio Ideia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno.
De acordo com os dados, Lula aparece agora com 46,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41,4%. O resultado representa uma inversão em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada três semanas antes, quando o senador tinha 45,3% contra 44,7% do petista.
A pesquisa ouviu 1.500 pessoas entre os dias 23 e 27 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026.
Lula mantém liderança no primeiro turno
O levantamento também simulou um cenário de primeiro turno para a eleição presidencial. Nesse quadro, Lula lidera com 38,5% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que aparece com 31,5%.
Na sequência surgem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5,5%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 2,4%; e Renan Santos (Missão), com 2,1%.
Na rodada anterior da pesquisa, Lula tinha 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 36%, indicando recuo de ambos os candidatos, mas com queda mais acentuada do senador.
O levantamento também testou outros cenários de segundo turno. Segundo os dados, Lula aparece acima dos 45% contra diferentes nomes ligados à direita. Ronaldo Caiado e Michelle Bolsonaro (PL) são os adversários que mais se aproximam do presidente, ambos com cerca de 40% das intenções de voto.
A pesquisa também mediu os efeitos políticos da divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O episódio ganhou repercussão após vir a público que o senador teria pedido recursos a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o levantamento, 60,4% dos entrevistados afirmaram ter tido algum contato com o caso. Outros 10% disseram ter ouvido falar superficialmente, enquanto 18,2% afirmaram desconhecer completamente o episódio.
Entre os entrevistados, 44% disseram que passaram a ter uma opinião pior sobre Flávio Bolsonaro após a divulgação das informações. Já 30,8% afirmaram que sua percepção não mudou, enquanto 14,5% relataram melhora na imagem do senador. Outros 10,7% não souberam responder.
Os números também apontam que 57% acreditam que o caso pode prejudicar muito ou um pouco a campanha de Flávio Bolsonaro. Para 24% dos entrevistados, o episódio não deve ter impacto eleitoral. Já 6% avaliam que o senador pode ser beneficiado por um eventual efeito de “vitimização”. Outros 13% não opinaram.
Quase metade dos entrevistados, 48%, considera que o caso merece investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.
Avaliação do governo melhora
O levantamento mostra ainda uma melhora nos índices de avaliação do governo Lula.
A taxa de entrevistados que classificam a gestão como ótima ou boa passou de 31,5% para 35,6%. Ao mesmo tempo, o percentual dos que consideram o governo ruim ou péssimo caiu de 46,3% para 40,7%.
Os índices de aprovação pessoal do presidente também apresentaram leve recuperação. Segundo a pesquisa, 46,6% aprovam o governo Lula, enquanto 51,4% desaprovam. No início de maio, os números eram de 44% de aprovação e 53% de desaprovação.
Apesar da melhora nos indicadores, a pesquisa aponta que a maior parte dos entrevistados ainda considera que Lula não deveria continuar no cargo após o fim do atual mandato. Questionados sobre uma eventual reeleição em 2026, 51,4% responderam que o presidente não merece permanecer no cargo, enquanto 45,6% defenderam sua continuidade.










