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Zanin aceita denúncia da PGR e STF abre ação sobre suposta venda de sentenças no STJ

Investigação da Operação Sisamnes aponta atuação de organização criminosa em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de decisões judiciais

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Foto: Carlos Moura/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, aceitou nesta quinta-feira (28/05) a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República no caso que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça. Com a decisão, os acusados passam oficialmente à condição de réus e o processo avança para a fase de instrução criminal no STF.

A denúncia faz parte da Operação Sisamnes, investigação que apura suspeitas de negociação de decisões judiciais dentro do STJ entre os anos de 2019 e 2023.

Segundo a PGR, o grupo investigado teria atuado de forma estruturada em crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e violação de sigilo profissional.

Na decisão, Zanin manteve as medidas cautelares já impostas aos denunciados, entre elas o uso de monitoramento eletrônico. O ministro afirmou que os elementos reunidos pela investigação reforçam os indícios de autoria e materialidade dos crimes apontados pela Procuradoria.

O relator também reafirmou a competência do Supremo para conduzir o caso, destacando a existência de investigações relacionadas a autoridades com foro privilegiado.

A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, envolve nove pessoas, entre operadores financeiros e ex-servidores apontados como integrantes do suposto esquema.

Com a abertura da ação penal, o STF passará agora à fase de coleta de provas, depoimentos e análise dos elementos apresentados pela acusação e pelas defesas.