A SuperVia deixa de operar, nesta sexta-feira (29), o sistema ferroviário da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, encerrando uma concessão que durou quase três décadas.
A partir de sábado (30), a administração dos trens passa para o consórcio Nova Via Mobilidade, que assume a operação dos quase 300 quilômetros de malha ferroviária, distribuídos em cinco ramais e responsáveis por conectar a capital a outros municípios.
A troca de comando ocorre após um período de crise na concessão anterior. Em 2023, a SuperVia informou ao governo estadual que não tinha mais condições financeiras de manter o serviço, alegando prejuízos sucessivos, furtos de cabos e o congelamento da tarifa.
O novo operador foi escolhido em leilão judicial, que ocorreu sem concorrentes.
Antes da transição completa, será realizada uma fase de operação assistida de 90 dias, durante a qual a antiga concessionária e o consórcio atuarão em conjunto.
A mudança também inclui um novo modelo de remuneração: em vez de depender do número de passageiros, a empresa passará a receber por quilômetro rodado, numa tentativa de dar mais previsibilidade ao sistema.
Atualmente, a rede transporta cerca de 270 mil passageiros por dia — número que chegou a 350 mil, segundo a SuperVia, após recuperação da demanda nos últimos dois anos.
A saída da SuperVia ocorre após anos de críticas à qualidade do serviço prestado. A gestão foi marcada por uma crise de infraestrutura que afetou diretamente o dia a dia dos passageiros.
Polêmica
As investigações da Polícia Federal concluem que o Nova Via Mobilidade tem fundos de investimento geridos pela Planner Corretora, empresa que também foi alvo da operação de busca e apreensão realizada na última terça-feira (26).










