O cenário musical brasileiro perdeu uma de suas mentes mais sensíveis com a morte do compositor Gilson Vieira Silva, aos 73 anos, ocorrida na última sexta-feira, 29 de maio de 2026. O falecimento foi confirmado por sua esposa, Giani Carla, que usou as redes sociais para expressar seu luto e organizar os detalhes das homenagens póstumas ao artista.
“Gratidão, meu marido, por tudo”, declarou a viúva em uma publicação que comoveu fãs e amigos da classe artística. Nascido com uma paixão precoce pela arte, Gilson revelou em entrevista à rádio da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) que cantava desde os três anos de idade. No entanto, sua carreira profissional mudou de patamar na década de 1970, quando suas composições passaram a ditar o ritmo de grandes produções nacionais.
O maior divisor de águas na trajetória de Gilson aconteceu em 1976 com o lançamento de “Casinha Branca”. A canção se transformou em um fenômeno cultural instantâneo ao ser incluída na trilha sonora da novela Marrom Glacê, exibida pela TV Globo em 1979. A faixa atravessou gerações e ganhou releituras marcantes nas vozes de Fábio Jr., Maria Bethânia, Roberta Campos e Maurício Mattar
Além do sucesso na MPB, o compositor demonstrou enorme versatilidade ao transitar por diferentes gêneros. É de sua autoria a clássica “Verdade Chinesa”, música que estourou em todo o país e se tornou um dos maiores marcos da carreira do cantor Emilio Santiago. Gilson também deixou sua marca eterna no pagode dos anos 1990, assinando o hit “É Demais”, eternizado pelo grupo Negritude Junior.
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