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Julgamento de Jairinho e Monique chega ao 7º dia com atraso e depoimento crucial de ex-babá

Considerada testemunha-chave, Thayná Ferreira abre os trabalhos deste domingo no Tribunal do Júri.

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Foto: Divulgação

O sétimo dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, começou com o depoimento da ex-babá Thayná de Oliveira Ferreira. Apontada pelas investigações como a responsável por alertar a mãe da criança sobre a rotina de agressões cometidas por Jairinho, ela abriu a sessão deste domingo, 31 de maio de 2026, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Inicialmente marcada para as 10h, a audiência sofreu um atraso de cerca de uma hora.

Além de Thayná, o conselho de sentença aguarda a oitiva de novas testemunhas arroladas pela defesa de Jairo. Ao chegar ao fórum, no Centro da capital, o advogado Rodrigo Faucz destacou o plano de acelerar o ritmo dos trabalhos no plenário.

“Ontem, um único depoimento acabou consumindo praticamente todo o dia. Esperamos ouvir ao menos cinco ou seis testemunhas hoje para que o júri termine até quarta, no máximo quinta-feira. Está sendo demonstrado o que sustentamos desde o início: há um conluio para uma responsabilização forçada e uma manipulação da opinião pública que não condiz com os autos. A nossa expectativa é a absolvição de Jairo”, declarou Faucz.

Defesa de Monique alega inocência e vitimização

A banca jurídica que representa Monique Medeiros também manifestou convicção em um veredito favorável. O advogado Hugo Novais reafirmou que a ex-professora não cometeu qualquer ato ilícito contra o próprio filho e cobrou o reconhecimento de sua inocência perante o corpo de jurados.

“Todas as provas produzidas até aqui mostram categoricamente que Monique Medeiros é inocente, além de ter sido uma vítima de todo esse contexto. A defesa busca não apenas a absolvição técnica, mas a validação social de que ela jamais ergueu a mão contra o filho. A verdadeira justiça neste caso se faz inocentando Monique”, enfatizou Novais.

Irmão revelou treino para mentir em depoimento anterior

A sessão de sábado, 30 de maio, foi dominada pelo forte depoimento de Bryan Medeiros da Costa e Silva, irmão de Monique. Diante do júri, ele afirmou que a irmã foi coagida e orientada a construir uma versão falsa logo após o crime, responsabilizando diretamente a primeira junta de advogados que atendia o casal na fase policial.

“A Monique foi rigorosamente treinada para mentir no primeiro depoimento. Na época, a família não tinha dimensão do quanto isso seria prejudicial. O antigo patrono não defendeu a Monique; ele alterou substancialmente a narrativa real dos fatos para blindar o Jairinho após a morte do Henry”, testemunhou Bryan, mencionando o advogado André França, que liderava a defesa unificada do casal no início do inquérito em 2021.