A farmacêutica EMS anunciou que o preço da primeira caneta brasileira de semaglutida custará a partir de R$ 452. De acordo com a empresa, o medicamento chega ao mercado de forma oficial a partir do dia 15 de junho.
A versão brasileira do medicamento desembarca no país sob uma forte expectativa de aumentar o acesso ao tratamento da obesidade, que atualmente pode custar cerca de R$ 1 mil por mês aos pacientes. A inclusão da substância no Sistema Único de Saúde (SUS) já chegou a ser formalmente discutida no passado, mas a demanda acabou rejeitada pelas autoridades de saúde justamente pelo seu alto custo financeiro.
No entanto, a EMS já havia anunciado previamente que traria sua versão genérica com preços ao menos 30% mais baratos que os originais. Esse movimento agressivo de mercado também possui forte ligação com o cenário de concorrência global. Após a queda da patente do Ozempic, a própria fabricante Novo Nordisk reduziu seus preços para tornar sua versão mais competitiva frente à iminente chegada das versões nacionais.
Até o início deste ano, o mercado nacional já registrava ao menos 17 pedidos de registro em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para medicamentos similares. Com o plano estratégico apresentado pela empresa nesta terça-feira, os valores de largada começam em R$ 452, o que representa quase metade do preço praticado hoje no varejo farmacêutico do país.
A novidade promete reconfigurar o tratamento de perda de peso no Brasil, democratizando uma terapia que antes era restrita às classes mais altas e pressionando o mercado por valores mais justos.










