Uma greve geral realizada nesta quarta-feira (3) provocou transtornos em várias regiões de Portugal. A paralisação, a segunda em menos de seis meses, afetou o transporte ferroviário, o setor aéreo, escolas e hospitais, em protesto contra a proposta de reforma do Código do Trabalho apresentada pelo governo.
A medida prevê mudanças em mais de 100 artigos da legislação trabalhista e conta com apoio do partido Chega. Segundo o governo, a proposta busca aumentar a produtividade e estimular o crescimento econômico.
Já os sindicatos afirmam que a reforma pode ampliar a precarização do trabalho, facilitar demissões, flexibilizar jornadas e reduzir direitos dos trabalhadores.
Com a greve, a empresa ferroviária estatal suspendeu os trens de longa distância e grande parte das linhas regionais. O metrô de Lisboa também ficou fechado. Escolas interromperam as atividades por falta de funcionários, enquanto hospitais adiaram consultas e cirurgias não urgentes.
No setor aéreo, centenas de voos foram cancelados. A companhia TAP informou que operaria apenas uma parte de sua programação normal durante o dia.
Apesar dos impactos, o governo minimizou a adesão ao movimento e afirmou que a maior parte dos trabalhadores do setor privado manteve suas atividades.










