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Prefeito reage à soltura de Monique e garante: “Não volta às salas de aula da rede municipal”

Eduardo Cavaliere critica perdão judicial concedido à mãe de Henry Borel e afirma que decisão de mantê-la fora da Prefeitura será mantida

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Foto: Reprodução

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, afirmou nesta quinta-feira (04/06) que Monique Medeiros não voltará a trabalhar na rede municipal de ensino, mesmo após deixar a prisão por decisão da Justiça no caso Henry Borel.

Em publicação nas redes sociais, Cavaliere disse ter recebido com “perplexidade” a concessão do perdão judicial à mãe do menino e reforçou que a demissão dela dos quadros da Prefeitura será mantida.

Monique, que era professora da rede municipal, foi afastada do cargo em 2023 e demitida em março deste ano. Segundo o prefeito, a medida é necessária para preservar a segurança e a confiança da comunidade escolar.

O julgamento terminou na madrugada desta quinta-feira. Os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso contra Monique e a condenaram por omissão diante das agressões sofridas por Henry. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial pelo homicídio culposo e considerou cumprida a pena aplicada pela omissão, permitindo sua libertação.

Na mesma decisão, o ex-vereador Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo.

A defesa de Monique afirmou que a decisão foi baseada nas provas apresentadas durante o julgamento e reiterou respeito à memória de Henry Borel e à soberania do Tribunal do Júri.