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Maioria das cidades brasileiras ainda não sabe como enfrentar o calor extremo

Estudo aponta que dois em cada três municípios ainda não têm plano para enfrentar ondas de calor, fenômeno que já ameaça a saúde e a infraestrutura urbana

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Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A maioria das cidades brasileiras ainda não está preparada para enfrentar os impactos do calor extremo. Estudo divulgado pela presidência brasileira da COP30 e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostra que 66% dos municípios pesquisados não possuem planos de ação consolidados ou estão apenas começando a desenvolver estratégias para lidar com o problema.

O levantamento, realizado em 53 cidades, revela que 93% dos gestores reconhecem o calor extremo como uma ameaça importante, mas a resposta ainda é limitada. Cerca de 75% dos municípios não utilizam dados de forma estruturada para orientar decisões, 85% dependem de recursos externos para financiar ações e apenas 42% possuem sistemas de mapeamento de áreas vulneráveis.

As medidas mais adotadas são arborização, criação de áreas sombreadas, parques urbanos e recuperação de áreas verdes, presentes em 77% das cidades. Já soluções como isolamento térmico de edificações, pavimentos permeáveis e materiais que reduzem a absorção de calor ainda são pouco utilizadas.

Os pesquisadores alertam que o calor extremo representa uma crescente ameaça à saúde pública. Segundo o Pnuma, o fenômeno causa cerca de 500 mil mortes por ano no mundo. A preocupação aumenta com a possibilidade de um “Super El Niño” em 2026, que poderá intensificar secas, incêndios, ondas de calor e chuvas extremas em diferentes regiões do país.