O Brasil está envelhecendo em ritmo acelerado, mas ainda não possui estrutura suficiente para atender às necessidades da população idosa. O alerta é de um estudo da Fiocruz, que identificou falhas em áreas como saúde, assistência social e acessibilidade em municípios de todas as regiões do país.
Atualmente, cerca de 35 milhões de brasileiros têm mais de 60 anos. A expectativa é que esse número dobre nos próximos 25 anos, ampliando a demanda por serviços especializados e políticas públicas voltadas ao envelhecimento.
A pesquisa mostra que doenças crônicas continuam sendo um dos principais desafios. A hipertensão, por exemplo, afeta cerca de três em cada dez idosos e aumenta o risco de problemas graves, como infarto, AVC e demência.
O levantamento também aponta dificuldades na infraestrutura urbana. Mais de 42% dos idosos entrevistados afirmaram ter medo de cair ao caminhar pelas calçadas, refletindo problemas de acessibilidade e segurança nos espaços públicos.
Outro dado preocupante é que cerca de 6,5 milhões de idosos precisam de ajuda para realizar atividades básicas do dia a dia, como tomar banho, se vestir ou se alimentar. Mesmo assim, menos de 40% recebem a assistência necessária.
Especialistas defendem a ampliação de políticas de cuidado de longo prazo, investimentos em saúde preventiva, acessibilidade e qualificação de cuidadores para garantir qualidade de vida a uma população que cresce cada vez mais.










