Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Entretenimento
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Estado
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Brasil
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Política
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
Rio de Janeiro
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Pesquisa revela que 90% dos adultos vivem em locais de poluição extrema no Rio

Levamento aponta para exposição de poluente que provoca aumento do risco de graves doenças cardiovasculares.

Siga-nos no

A poluição do ar atingiu níveis preocupantes na cidade do Rio de Janeiro, afetando diretamente a saúde da população. Segundo um estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, mais de 90% dos adultos da capital fluminense residem em áreas com índices altos ou extremos de poluição atmosférica. A pesquisa estima que cerca de 4,2 milhões de moradores estejam expostos a concentrações elevadas de material particulado fino (MP2.5), poluente associado ao aumento do risco de graves doenças cardiovasculares. Para chegar a esses resultados alarmantes, os cientistas analisaram todos os 164 bairros do município entre os anos de 2000 e 2019. Os níveis de poluição foram calculados a partir de dados de satélites e cruzados com registros de mortalidade do SUS.

Os dados indicam uma relação direta entre a péssima qualidade do ar e os índices de mortalidade. Em bairros com poluição extrema, as taxas de mortes por doenças cardiovasculares são pelo menos 20% maiores do que aquelas observadas em regiões onde a poluição é considerada apenas moderada. Quando analisadas as doenças cerebrovasculares, como o AVC, a diferença negativa alcança 38%. Entre as localidades avaliadas, 107 foram enquadradas na pior categoria de poluição do ar. Vigário Geral, Caju, Bonsucesso, Manguinhos, Benfica e São Cristóvão lideram os índices elevados. Em contrapartida, Alto da Boa Vista, Grajaú, Tijuca e Jardim Botânico registraram menores níveis.

O levantamento traz ainda outro dado crítico: nenhum bairro carioca cumpre a meta ideal. A pesquisa aponta que nenhuma região atingiu o limite anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para os autores, o cenário reforça a urgência em ampliar políticas públicas voltadas à redução das emissões de poluentes e à melhoria das condições ambientais urbanas.