O Estado do Rio de Janeiro acendeu o sinal de alerta devido ao avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O cenário é preocupante e exige atenção imediata de toda a população fluminense. Do início do ano até a última quinta-feira (4), o território estadual já contabilizou o preocupante total de 7.042 internações e 424 mortes em decorrência da síndrome. A capital fluminense concentra a maior parte desses registros hospitalares, mas o avanço da doença também acende o sinal vermelho em outros municípios, como São Gonçalo, Niterói, Petrópolis, Macaé e Nova Iguaçu, que lideram as estatísticas de ocupação de leitos no estado.
As autoridades de saúde apontam que o aumento expressivo de internações tem sido impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que ataca sobretudo crianças menores de 2 anos. Em paralelo, o vírus Influenza continua gerando grande apreensão nos hospitais, sendo hoje o principal fator associado ao maior número de óbitos registrados entre o público idoso. Diante desse panorama crítico, os especialistas reforçam categoricamente o alerta de que a vacinação permanece sendo a forma mais eficaz e segura de reduzir os casos graves da doença.
Apesar dos riscos evidentes, a cobertura vacinal contra a gripe segue alarmantemente baixa em todo o Rio de Janeiro. Desde o início da campanha de imunização até o dia 3 de junho, apenas 27,5% do público prioritário havia comparecido aos postos para receber a dose de proteção. Esse percentual equivale a pouco mais de 1,2 milhão de doses aplicadas em todo o território fluminense. O índice está drasticamente distante da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que visa atingir 90% de cobertura desse grupo, composto por crianças menores de 6 anos, idosos e gestantes.
Como estratégia para reverter o cenário e facilitar o acesso da população, a Prefeitura do Rio anunciou a prorrogação da campanha de vacinação contra a gripe por tempo indeterminado nas redes. As doses estão disponíveis gratuitamente nas clínicas da família e nos centros municipais de saúde. Além disso, o cidadão pode procurar atendimento nas três unidades do Super Centro Carioca de Vacinação. Proteger os mais vulneráveis é um dever coletivo urgente para conter a SRAG.










