A União Europeia (UE) publicou um documento oficializando a exclusão do Brasil da lista de países que cumprem as regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com a medida, o país fica proibido de exportar carnes e outros subprodutos para o bloco a partir de 3 de setembro.
Diferente da listagem anterior, o Brasil perdeu a autorização para enviar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Enquanto o mercado brasileiro sofre esse duro revés, vizinhos do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a vender para a UE.
De acordo com o texto oficial, a exclusão ocorreu porque o governo brasileiro não apresentou as informações exigidas pela Comissão Europeia. Esses dados deveriam garantir que a produção nacional cumpre os rígidos requisitos sanitários do bloco. Quando a decisão foi sinalizada em maio, o país foi o único removido por falha documental, já que Austrália, Ucrânia e Ilhas Malvinas saíram por desinteresse comercial. Por outro lado, o bloco incluiu 21 novos territórios na lista de aptos, como Índia, Sérvia, Indonésia, Tunísia, Uzbequistão, Quênia, Armênia, Nigéria e Uganda.
Na época do anúncio inicial, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá retornar ao grupo de exportadores assim que comprovar os requisitos exigidos.










