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Irã lança mísseis contra Israel após ataques em Beirute

Quebra de trégua em Beirute gera crise diplomática internacional e expõe forte atrito entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu.

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Foto: Mohamed Azakir/ Reuters

Após os ataques israelenses a Beirute, capital do Líbano, o Irã lançando uma série de mísseis contra o território de Israel neste domingo (7). Pelo Telegram, as Forças de Defesa de Israel confirmaram a nova ofensiva e reforçaram o apelo para que a população não compartilhe imagens ou localizações dos impactos. Até o momento, não há registros de que algum projétil tenha atingido o solo. Nas redes sociais, vídeos mostram o sistema de defesa Domo de Ferro interceptando os alvos no céu, enquanto o clima de apreensão toma conta da região.

Mais cedo, o governo do Irã anunciou publicamente que pode atacar bases militares dos Estados Unidos e diversas regiões de Israel. A declaração surge como uma retaliação direta a um bombardeio israelense realizado horas antes contra Beirute, capital do Líbano. De acordo com Teerã, a ofensiva israelense quebrou os termos do cessar-fogo que estava em vigor na região.

Por outro lado, Israel justificou a ação militar afirmando que o alvo do bombardeio foram prédios localizados em um subúrbio de Beirute. Segundo as Forças de Defesa israelenses, essas estruturas abrigavam terroristas do Hezbollah que planejavam um ataque iminente contra o território de Israel. O Hezbollah, grupo terrorista libanês financiado diretamente pelo Irã, mantém um histórico de constantes ataques ao norte do território israelense.

Em resposta imediata à investida em Beirute, as autoridades iranianas subiram o tom das ameaças e declararam que as 19 bases militares que os Estados Unidos mantêm no Oriente Médio voltaram a ser consideradas “alvos legítimos”. O exército norte-americano possui instalações estratégicas operando em nações aliadas da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito. O Irã estendeu o alerta de ataque a qualquer ativo de Israel na área.

O bombardeio ao Líbano também representou um claro desafio à autoridade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na semana passada, o mandatário norte-americano havia garantido publicamente que Israel não voltaria a realizar ataques aéreos e bombardeios em solo libanês. A desobediência de Tel Aviv gerou um severo desgaste diplomático entre os dois aliados tradicionais, resultando em uma forte discussão entre Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Posteriormente, o próprio presidente dos EUA confirmou os bastidores da crise e admitiu ter chamado Netanyahu de “completamente louco” devido às incursões agressivas comandadas por Israel no Líbano. Trump criticou duramente a sequência de ataques operados pelas forças israelenses em meio ao frágil período de trégua internacional estabelecido para mitigar os conflitos armados no Oriente Médio.

A divergência sobre o recém-firmado cessar-fogo expõe visões opostas sobre o acordo. O Paquistão, que atua diretamente como mediador oficial das negociações de paz, e o Irã insistem que o Líbano estava plenamente contemplado no tratado de trégua. Em contrapartida, os governos dos Estados Unidos e de Israel argumentam de forma unida que o pacto previa apenas a suspensão mútua de ataques diretos em território iraniano e nos países localizados na região do Golfo Pérsico.

Histórico do Conflito: Na última semana, Donald Trump havia anunciado oficialmente que Israel e o Hezbollah tinham concordado com uma trégua abrangente nos combates que assolam o Líbano e o norte do território israelense. O novo episódio de violência coloca em xeque a estabilidade geopolítica global e renova o temor de uma guerra de proporções ainda maiores na região.